De todas as cidades que planejei visitar, a única que tinha um motivo concreto era Viterbo. Sempre tive vontade de conhecer a cidade de onde vem meu nome. Carol de Viterbo. Como se fosse uma origem. O nome nao é nada comum no Brasil. Todas as pessoas com esse nome que eu conheco sao da minha família. E mesmo quando nao as conheco, é só conversar mais dois minutos pra descobrir tios e primos em comum. E que sao de Sabará. Belo Horizonte, no máximo. E acho engracado que nenhum desses parentes sabe ao certo a origem do nome. Sabem no máximo que é uma cidade italiana. Perto de Roma.
- Mas por que Viterbo e nao Nápole ou Florenca? O que tem nessa cidade?
- (…)
- E por que uma cidade italiana e nao mineira ou carioca?
- (…)
- A gente é descendente de italiano?
- (…)
- A gente nao tem nenhum parente italiano?
- Bem, o seu primo Fulano tem olho azul.
- Mas por que…
- Por que você nao vai ver se sua mae tá precisando de ajuda na cozinha?
- (…)
É por essas e outras que sempre tive vontade de conhecer a cidade. Mesmo que nao fosse pra descobrir a origem da minha família. Mas se o olho azul do primo Fulano realmente se justifica pela ascendência italiana, o que provavelemente aconteceu, nessa época incerta em que se formaram os sobrenomes, foi um morador de Viterbo se mudar da cidade e constituir família em algum outro lugar do planeta que nao se chama Viterbo, motivo pelo qual ele e os descendentes ficaram conhecidos pelo nome da cidade de origem. Afinal de contas, nao faria muito sentido alguém que mora em Viterbo se chamar “de Viterbo”. Se fosse assim eu me chamaria Carol de Belo Horizonte, como todos os belo-horizontinos. Seguindo essa lógica, eu poderia procurar a família Viterbo em qualquer lugar do mundo, menos em Viterbo. Mas de qualquer forma eu queria conhecer a cidade. A questao é que Viterbo nao é exatamente uma cidade para onde as pessoas normais sem sobrenomes exóticos sonham em viajar. Nao é uma Paris ou Londres da vida que fazem as pessoas respirarem fundo, assumir um ar distraído e dizer displiscentemente, como se fizesse parte do seu dia-a-dia:
- Essa blusinha? Ah sim, eu comprei em Paris no ano passado… Ou será que foi em Londres?
Nao precisam contar, é claro, que ficaram no hotel mais barato que encontraram, que andavam de ônibus (algumas vezes até sem pagar passagem) e que estao até hoje pagando as prestacoes da viagem. O fato de terem ido a Paris já é impressionante o suficiente. Bem diferente das reacoes possíveis quando eu respondia para onde eu ia nas férias.
- Viterbo? O que tem nessa cidade??
Sinceramente nao sei. E era isso que eu queria descobrir quando planejei viajar pra lá. Mas considerando a quantidade de cidades potencialmente mais interessantes que existem nesse continente, resolvi nao fazer de Viterbo um destino principal, mas reservar um dia da minha viagem para conhecê-la.
- Pfff… Você precisa de no máximo duas horas.
Nao, nao daria tempo de descobrir meus antepassados ou requerer o título de cidada italiana ou receber a chave da cidade. Mas pelo menos eu realizaria um sonho para muitos da minha família. E seria sim, de certa forma, uma volta às origens.
Oi, Carol!
Viterbo tem uma história bastante interessante pelo pouco que eu li.
Considerada a “Cidade dos Papas”, tem sepultados 4 Papas (João XXI, Alexandre IV, Clemente IV e Adriano).
Foi sede pontifícia entre os anos 1254 e 1281.
Neste período sucederam-se 8 Papas e 6 deles foram eleitos nesta cidade, recordada também por ter dado origem ao temo “conclave”, no séc. XIII.
Uma curiosidade é o mais longo conclave da história.
É histórico o Conclave no Palácio dos Papas em Viterbo, após a morte do Papa Clemente IV. Teve a duração de 33 meses ou três anos! Foi de 29 de Novembro de 1268 a 1 de Setembro de 1271, porque os Cardeais não chegavam a um acordo para eleger o novo Papa.
O Governador da cidade, encarregado de alimentar os Cardeais, decidiu, por conselho de São Boaventura, encerrar os Cardeais no palácio.
Fechou a porta da sala de reuniões, ficou com a chave, destelhou o local e cortou a remessa de mantimentos. Imediatamente chegaram a um consenso, elegendo o Papa Gregório X (1271-1276) que, para evitar a repetição do acontecimento, estabeleceu através do Concílio de Lyon (1247), normas que regulamentam, basicamente, os Conclaves até hoje. A partir de 1455, os Conclaves passaram a realizar-se no Vaticano, excepto o de 1799 que elegeu Pio VII em Veneza.
Mas, você deve ter também muita história para contar e eu estou roubando espaço no seu blog! rsrs
Muitos beijos para vc, Carol de Viterbo!
Renata
Mas peraí, vc foi mesmo?
É vc tem razão em tudo que disse, mas eu queria mesmo era saber se é de lá que vem nossa beleza…
Fiquei com inveja de vc. saudades. Bjs de Edna Viterbo de BH
[...] Leia também Carol de Viterbo [...]
Eu sou VITERBO !
sabe oq eu asho…
Viterbo’s
sao extintoos
*-*
aah mt tempo procuro alguem da familia
VITERBo e naum asho …
ooi Gabi Viterbo kkkkkkkkkkkkkkkkkk , como voçe disse nois os Viterbo’s somos realmente instintos mais ainda existem alguns de nois kkkkkkkkkkkkkk , fico muito feliz de saber que todos tem a mesma duvida que eu , afinal da onde vem esse sobrenome Viterbo ? ‘ queria ter uma resposta exata .’ bgs para todos que tem o mesmo sobrenome que eu ‘. *o*
Ate onde sei meu nome eh descendente do seu carol… alguem ae sabe desse brasao?? se sim respondam para lvneto3@hotmail.com
afinal de onde existe a minha descendencia? de itália ou brasil! se conhecimentos tiverem me ajudem sou português mas?
Carol , eu não tenho Viterbo no nome mas minha avó era Viterbo nome de solteira e ela nasceu em ESPLANADA interior da Bahia ! minha tia tem Viterbo e minha mãe tinha tirou quando casou ! tambem procuro por parentes dessa Família !
Att !
marcialcintra@globo.com
Nossa é incrivel ver como existem tantas pessoas com o mesmo sobrenome que eu .’ Enfim acho que me encontrei kkkkkkkkkkkkkkkkk , quem sabe todos nois não somo primos bem bem bem bem distantes .’ ? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK .