Desculpas

28 02 2009

Peco desculpas a todos pela ausência nas últimas semanas. Nao, eu nao abandonei o blog nem deixei de ter vontade de escrever. Mas forcas superiores me obrigaram a isso. Está tudo bem comigo e espero que em breve eu possa voltar a escrever com freqüência e contar com detalhes o que aconteceu… Agora ja postei sobre o carnaval e acho que vai ficar mais facil de atualizar… Ainda nao leu nada sobre o carnaval??? E so olhar ai embaixo! Por causa dessa confusao das datas essas desculpas vao continuar aqui em cima. Quando eu postar sobre as outras noticias, mando um e-mail avisando. Reparei que ninguém mais visita um blog se ele fica muito tempo abandonado :-( Mas espero nao ter perdido meus leitores de vez.

Grande abraco a todos,

Carol

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(Bem, era pra ser uma seta, foi o melhor que consegui fazer…)

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fotos e vídeos

25 02 2009

Conforme prometido, aqui esto as fotos e vídeos do carnaval, incluindo o momento em que fui raptada por uma bruxa só porque tava tirando fotos… ela Pegou duas maos cheias de confete e jogou na minha cabeca, o que faz com que até hoje eu ainda encontre confete nas minhas coisas. Mas foi legal a experiência. Eu ia colocar mais fotos, só que o pc tá muito lerdo e eu to com preguica. Mas acho que já dá pra ter uma idéia de como é o carnaval aqui.






Neve ou confete???

24 02 2009

(Tinha tanto tempo que nao entrava aqui que eu nao lembrava, mas ja tinha um post praticamente pronto sobre o carnaval… Entao resolvi fazer uma edicao rapida e posta-lo aqui antes das noticias realmente serias e importantes, que ainda tenho que escrever. Vou colocar fotos e videos assim que lembrar de pegar o usb da camera, alem das tais noticias sobre as quais estou fazendo tanto misterio que vao ter que ser muito bem escritas pra voces nao fazerem aquela cara de “Ah, era so isso?”. Entao, meu caro leitor, continue visitando que em breve tera coisas mais emocionantes para ler.)

Bom, depois que a familia toda foi esquiar na Autria e me abandonou aqui, nessa casa branca e fria, sem poder curtir um lugar muito mais branco e muito mais frio, o que eu poderia fazer a nao ser aproveitar minhas semi-ferias? Quem me conhece sabe que eu sou completamente louca por carnaval, a ponto de saber de cor todos os sambas enredo do ano, antes de eles serem divulgados, de pular até cair e gritar até perder a voz atrás de todos os trios elétricos que eu conseguir acompanhar, de desfilar todo ano, nem que seja no Unidos do Bairro Pompéia, de beber toooodas com direito até a um churrasquinho pra acompanhar. Nao é? É claro que nao. Acho que eu teria que nascer de novo, umas três vezes no mínimo só pra entender qual é a graca de um monte de gente bêbada e suada pulando e gritando e se agarrando ao som de uma coisa que costumam chamar de música, bebendo até nao conseguir se lembrar de quantos já pegou (o que certamente é muito mais grave do que esquecer onde mora). Mas enfim, provavelmente vocês como bons brasileiros que sao certamente gostam disso e se eu continuar a falar mal dessa festa maravilhosa, vou acabar sendo abandonada ate pela minha familia no Brasil (o que na verdade sempre acontece nessa epoca, quando eles vao pra Sabara ou pra Diamantina ou qualquer coisa desse nivel… ou eu posso fugir de casa tambem, como e o caso agora) Na verdade a única coisa que o carnaval traz de bom pra mim é o feriado. Normalmente nao adianta muito na faculdade, porque ainda estou de férias nessa época, mas para o trabalho é sempre bom. E aqui na Alemanha, e alguns vao morrer de inveja disso, as escolas têm dez dias de férias no carnaval. O que significa que os pais aproveitam a época pra viajar com os pimpolhos, como é o caso dessa família. Enquanto isso, eu fiquei em casa bebendo todo o estoque de suco de maca (nao, nao é aquela coisa de transportar doentes, mas aquela fruta que a branca de neve mordeu e que nos teclados de gente se escreve com c cedilha e til (e é claro que é mais fácil esclarecer isso com parênteses do que digitar o código para que essas letras aparecam)), fazendo todos os esportes que meu corpo conseguiu suportar, incluindo cama elástica (o que me rendeu uma bela dor nas costas que até hoje faz o favor de me lembrar que eu afinal de contas nao devia ter pulado tanto no carnaval) e o que é mais impressionante, assistindo o desfile da Gavioes de Heidelberg.

Aqui nao é uma cidade com tradicao de carnaval como Colônia, por exemplo, pra onde vao pessoas do mundo todo e que é descrito como sendo o melhor carnaval da vida de alguns brasileiros, inclusive. Nao sei se voces sabem, mas era pra Colonia o meu projeto inicial de intercâmbio e é onde mora a primeira alema que conheci, na época em que eu mal sabia falar Hallo e Guten Tag. Mas digamos que passar o carnaval com a Maike seria um tanto quanto… exotico demais. Entao resolvi conhecer mais da cultura de Heidelberg e fui ver o desfile da cidade.

Vocês que estao no Brasil, estao acostumados a ver as pessoas fantasiadas no carnaval tentando colocar (ou nao colocar) o mínimo de roupa possível nos mais diversos tipos de fantasia: índio, havaiana, colegial e por aí vai. Digamos que aqui as pessoas também se fantasiam. Ou pelo menos pintam o rosto e até as pessoas mais velhas saem na rua com o rosto pintado, mesmo que pareca pintado pelo netinho (o que provavelmente foi). Alguns colocam máscaras, uma peruca ou um chapéu engracado e pronto! Estao fantasiados. Mas tem os corajosos, que se fantasiam por exemplo de havaianas! Pois é, aqui também tem havaianas. Você deve estar agora imaginando como uma pessoa vestida com uma sainha de palha e um bustiê pode suportar esse inverno de no máximo 6°. Acontece que as havaianas alemas sao mais modernas e conseguem se adaptar a tudo. Entao se está frio e eu quero ser havaiana, o que vou fazer? Me resignar com meu destino e morrer congelada na praca? Nao, meu caro leitor ingênuo. Se eu vou ser havaiana, mas estou na Alemanha, tenho que primeiro me fantasiar de alema! Ou seja, bota, calca, casaco, cachecol e gorro, de preferencia tudo preto. Depois é só colocar um colar de flores por cima do casaco e uma saia por cima da calca. E voila! Uma havaiana perfeita. E se você quiser ser bailarina, borboleta ou qualquer outra coisa que sua imaginacao permitir, nao tem problema! É só repetir o mesmo processo e você tem uma fantasia perfeita totalmente adaptada às condicoes climáticas. Talvez seja por isso que o Brasil tenha tanta tradicao em carnaval. Se nessa época fosse inverno no Brasil (e um inverno de verdade, nao esses que quando faz 15° todo mundo acha que o mundo vai acabar), nao iria dar certo. Por mais que o povo brasileiro seja caloroso e tudo mais, você consegue imaginar uma rainha de bateria sambando com bota, casaco e cachecol?

Bom, aqui nao tem rainha de bateria. Tambem nao tem exatamente o que da pra chamar de bateria. Mas tem carros grandes e enfeitados, que a gente ae poderia chamar de carro alegorico – ou trio eletrico, nao tenho muita certeza – onde ficam pessoas fantasiadas distribuindo – leia-se jogando – coisas dos mais diversos tipos na populacao euforica la embaixo. Na maioria sao doces e normalmente sao as criancas que pegam ou os pais que pegam pras criancas – mas e claro que eu peguei tambem – e tem outras coisas, como pao, flores, bolsas, brinquedos, garrafas de bebida, comida e tudo o mais que a imaginacao permitir… A musica nao e samba. Nem axe ou qualquer coisa assim. Na verdade nao sei definir bem o que eh. E como cada carro toca uma musica diferente, acaba sendo um pouco dificil de lembrar delas depois. Mas conhecendo minhas habilidades musicais, gravei videos do desfile, pra nao esquecer e depois vou postar aqui.

Achei o carnaval bem legal, de maneira geral. Ate iria de novo, nem que fosse pra ganhar doce de graca. Provavelmente, meus leitores como bons brasileros nao vao concordar e dizer que preferem um bando de gente suada e fedendo a cachaca. Mas eu posso ate dizer que foi o melhor carnaval da minha vida, porque afinal de contas o desfile das Piranhas do Morro, em Sabara nao eh la muita base de comparacao.





Sambando na batata

19 02 2009

Claro que todos pensaram, pelo menos eu imagino isso, porque eu também pensei, que, indo pra Alemanha e tendo contato com essa cultura tao diferente, com as pessoas tao frias e distantes, com essa lingua esquisita que parece que as pessoas nao conversam, mas brigam, eu teria oportunidade de aprender muita coisa. Primeiro o alemao, que era meu objetivo, mas tambem poderia aprender a esquiar e patinar no gelo, a fazer chucrute e poderia até aprender uma daquelas musicas ou dancas tipicas alemas, com as pessoas vestidas de camponeses, conhecem? Pois é. Era o que eu pensava. Mas depois que eu descobri que minha oportunidade de esquiar foi por água (ou montanha) abaixo,  que o chucrute é sempre servido com carne e que nao ha uma radio sequer que toque musicas alemas, muito menos típicas, quis o destino, que é ironico por natureza, que eu aprendesse justamente a sambar.

Meu amigo leitor deve estar intrigado nesse momento: Mas porque é que essa menina foi sair do Brasil se ela queria era aprender a sambar? Eu poderia responder que tinha vontade de saber a visao germanica dessa danca brasileira, criando a partir disso um paralelo entre essas culturas tao diferentes. Poderia dizer que eu queria analisar o vocabulario utilizado nas aulas de danca em um contexto deslocado do idioma de origem ou que o movimento da danca conduz a uma percepcao mais ampla da relacao entre as pessoas e serve como elo de ligacao dos individuos. Bom, talvez eu use alguma dessas teorias pra minha monografia (que ainda nao tem tema definido) mas o fato é que eu realmente gosto de dancar. E quis o destino, o mesmo que fez com que eu parasse de dancar ha mais de um ano, que eu retomasse as aulas justamente aqui, na terra da batata. E como ele além de irônico é exigente, quis que eu nao so aprendesse o samba, brasileiro por excelencia, mas todos os tipos de dancas latinas existentes e possiveis que coubessem num curso de ferias da faculdade de esporte de Heidelberg. Entao, alem de samba estou tambem aprendendo salsa, merengue, cumbia, rumba, tchatchatcha, jive e algo que eu posso jurar que é bolero. O mais ironico é que eu poderia também fazer capoeira, mas resolvi que uma dose tao grande de Brasil poderia me fazer voltar mais cedo pra casa (ou ficar aqui mais tempo) entao achei que era melhor nao arriscar.

E o destino tao piadista, ao mesmo tempo que me presenteou com uma professora latina que fala um alemao enrolado, às vezes misturando um pouco de espanhol no meio e que tem no seu CD uma única musica de salsa, que nos temos que dancar pelo menos umas cinco vezes na aula e que apaixonou por mim desde que eu falei que era brasileira e que desde entao sempre que quer mostrar qualquer passo para a turma me tira pra dancar e como ela tem mais ou menos a metade do meu tamanho, isso acaba sendo um tanto desastroso, também me presenteou com um professor que parece ter saido do corpo de baile do bale Bolshoi, alemaosissimo, e que quer colocar toda a tecnica do movimento que ele certamente aprendeu no Bolshoi num simples passo de danca latina. E, como nao podia ser diferente, o gozador do destino determinou que esse professor me ensinasse a dancar samba. So que nao é esse samba que a gente ve nos desfiles de carnaval. Mas tambem nao é o samba que se aprende nas dancas de salao. O que é isso, entao, meu Deus? É um movimento que voce tem que fazer com as pernas, flexionando muito os joelhos, e ao mesmo tempo movimentar a barriga pra frente e pra tras. A parte da barriga deve ser o que ele chama de rebolado. Só que o movimento que ele faz – juro – é mais exagerado do que o de qualquer rainha de bateria! Agora imagine voce, meu caro leitor, um homem magro, alto, branquelo, com uma postura de bailarino, que faz a gente pensar que ele vai sair dando piruetas no meio da sala a qualquer momento, de repente se postar no meio da sala e comecar a jogar as pernas pra tras e pro lado, mexendo a barriga pra frente ao som de uma musica que tambem nao é samba, mas uma mistura de merengue com lambada… Parece ou nao parece uma minhoca com dor de barriga em cima de uma batata quente? Agora continue imaginando essa mesma minhoca e visualize toda uma turma de 30 alunos tentando copiar exatamente o mesmo movimento que o professor faz, sendo que mais ou menos metade das minhocas, digo, dos alunos nunca tinha dancado antes, e a outra metade, também saída do Bolshoi, aplica toda a técnica de danca (clássica, é claro) naquele gingado complicadísimo, tendo direito até a mao de bailarina, o que coloca as minhocas novatas numa posicao muito superior. E imagine agora que isso tudo é só o ensaio e que duas dessas minhocas (uma novata, outra do Bolshoi) vao se unir e se remexer juntas ao som de uma musica que fica repetindo bunda-bunda-bunda ou loca-loca-loca. Pobres alunos… Pensam que estao sambando! Pior, eles devem pensar que a musica é realmente samba e que bunda é um verbo que significa dancar! Imagine agora 30 minhocas abracadas aparentemente tendo convulsoes cantarolando bunda-loca! Um brasileiro poderia associar isso a macumba, exorcismo, um ritual pré-cópula, um passo novo do Calypso, ou qualquer outra coisa. Mas a imaginacao nao iria tao longe a ponto de associar isso com samba.

Voces devem estar se perguntando que tipo de minhoca eu sou. Como é que reage uma minhoca brasileira num ambiente tao hostil? Bem, como ex-primeiro bailarino do Bolshoi, o professor se acha totalmente habilitado para ensinar samba – nada mais justo – entao, acho que ele nao encararia com bons olhos uma humilde brasileira recém chegada na Alemanha e que nem danca tao bem assim comecar a dar pitaco na danca que ele conhece tao bem (apesar de que eu já tive um forte impulso de gravar um cd com musicas de samba pra ele – e outro de salsa pra professora latina – e levar pra aula digamos, pra ele conhecer melhor a cultura brasileira). É claro que ele entende mais de samba do que eu. Entao o que aconteceu é que eu tive que me adaptar a essa situacao, como todo bom brasileiro faria. E digamos que eu também tenho convulsoes na aula, mas acho que nao é tanto pela danca. Afinal, em uma cena bizarra como essa, só a tentativa de segurar o riso já é um rebolado suficiente.





Portugeutsch

17 02 2009

Uma das coisas que eu deveria ter falado no início do blog e nao falei (pelo menos acho que nao) é que a Erika é brasileira. Isso foi muito bom na época da negociacao, porque algumas vezes a língua foi um empecilho pra mim (tá bom, uma vez só. Mas acho que foi mais nervosismo e timidez que me fizeram engasgar tanto no telefone quando a familia me ligou, a ponto de eles pensarem que eu devia sofrer de um sério problema mental e por isso nao conseguia articular as palavras e decidiram que deveria ser muito arriscado entregar o precioso bebê deles aos cuidados de uma pessoa que nao sabia responder sem pestanejar o que ela faria se o bebê comecasse a gritar, gritar e gritar sem parar – chamava os bombeiros? Fingia que nao ouvia? Jogava pela janela? Me jogava pela janela? Ou todas as opcoes anteriores nao necessariamente nessa ordem?). Outras vezes, em negociacao com outras familias, a alimentacao foi um problema. A mae disse: Acho que meus filhos nao vao conseguir entender o fato de voce comer uma comida diferente da deles… (é, eles deviam ser mesmo muito inteligentes). E a Erika entao conseguia resolver em um pacote só esses dois problemas, já que ela é brasileira e foi vegetariana por muito tempo (prometo que depois escrevo um post só pra alimentacao). Na verdade eu tive contato com muito poucas familias, porque eu só fui descobrir as ferramentas mais úteis na vida de uma au-pair sem agência (como a comunidade no orkut e o site au-pair world) depois de já ter fechado negócio com a Erika. É muito provável que se eu tivesse conhecido essas ferramentas antes, as coisas teriam sido bem diferentes. Destino? Mas o fato é que a Erika parecia ser no momento uma solucao para os meus problemas e realmente foi. Só que depois, com o tempo fui descobrindo alguns problemas que existem quando a sua gast fala português:
1 – Você nao vai falar alemao o tempo todo, o que significa aprender menos. No meu caso as criancas e o marido falam alemao, mas ha familias em que todos falam portugues;
2 – Você só vai falar em português com a gast e normalmente vai ser ela quem vai conversar com voce as coisas mais sérias e por isso mais longas, com mais palavras novas e que seria uma ótima oportunidade de aprender se fosse em alemao. Você nao vai um belo dia passar a falar alemao com sua gast, como eu pensei que pudesse acontecer. Agora já estou encarando a realidade;
3 – Algumas vezes, como é o meu caso, a gast vai querer que você fale português com as criancas e já aconteceu comigo de eu perguntar como se fala algo em alemao pra falar com as meninas e ela falar:
– Fala em português!
– Mas eu preciso saber como é em alemao.
– Mas por que você nao fala em portugues? O máximo que vai acontecer é elas nao entenderem…
– E se elas estiverem no meio da rua e estiver vindo um carro?
– Tenta falar português com elas.
Mas depois de eu explicar pra ela o risco das filhas serem atropeladas por nao entenderem que “sai daí” é diferente de “pode ir”, acho que ela captou a mensagem, entao esse problema está parcialmente (eu disse parciamente) resolvido.
4 – Se o objetivo é aprender sobre a cultura alema e voce estiver numa família que nao é 100% alema, voce pode nao aprender tanto assim sobre cultura. Claro que o impacto cultural vai ser menor, provavelmente a adaptacao vai ser mais fácil também. No meu caso, acho que a Erika é mais alema do que muitas alemas. Já falei das roupas, lembram?
5 – e acho que talvez seja o mais importante: você perde muita privacidade. Você nao vai poder ligar pra sua família pra falar mal da sua família (ficou confuso isso.. Mas voces entenderam, né?) – claro que eu nao faco isso – voce vai ter sempre que esperar ela sair de casa pra fazer isso. E, muito importante, você nao vai poder escrever qualquer coisa que voce quiser no seu blog, no seu orkut ou qualquer site público.

Como esse computador que eu uso e que fica no meu quarto :-) é o mesmo computador de trabalho dela e o endereco do blog está gravado nele, isso significa que ela pode descobrir meu blog a qualquer momento. Mas eu realmente nao escrevo nada aqui que ela nao possa ver e algumas coisas até quero que veja, porque eu acho que muitas vezes fica dificil de expressar exatamente o meu ponto de vista em uma conversa. Lendo isso ela poderia se colocar no meu lugar, entendem? Mas eu tambem nao vou divulgar o endereco pra ela. Vou deixar assim. Ela pode estar lendo, mas eu vou escrever exatamente a mesma coisa que eu escreveria se ela jamais lesse (tá, é claro que se ela fosse alema eu teria digamos… muito mais liberdade). Mas uma coisa que eu nao conseguiria é prejudicar meu estilo, por exemplo, meus exageros e os parênteses pensando no que ela pensaria se lesse isso. É simplesmente mais forte do que eu. Pode até nao ser a mais pura verdade, mas pode se tornar verdade se estiver bem escrito. Eu sei que vocês devem pensar que ela é uma carrasca e que minha família é horrível, mas nao é bem assim. A Erika é legal, minha família é legal e eu gosto muito deles todos, mas muitas vezes nao consigo escrever de outra forma, simplesmente tem que ser assim. É um pouco complexo, isso. Tem a ver com eu-lírico, com ficcao, com personagem, com citacoes de Fernando Pessoa e se eu comecasse a falar disso voces deixariam de ler meu blog e iriam assistir Big Brother. Se é que já nao estao fazendo isso. Mas o que eu queria dizer é que eu espero que voces tenham a consciencia de que nem sempre tudo o que escrevo aqui corresponde à verdade (na verdade, se eu recorrer às teorias que eu falei, poderia dizer que nada do que se escreve corresponde totalmente à verdade, mas aí vocês me achariam uma mentirosa e se rebelariam contra os escritores do mundo todo e acho que essa nao seria exatamente a revolucao literária que estamos precisando. Mas isso já tá ficando Letras demais). Na maioria das vezes eu penso que a Erika poderia ficar chateada se lesse tal coisa que eu escrevi, mas eu nao conseguiria mudar. A frase surge perfeita na minha mente. Mais um parênteses que se encaixa (e de preferencia com outro dentro dele) e pronto! A expressao perfeita e exata do que eu queria, que vai produzir tal efeito, se ligando a essa outra frase em seguida, com essa palavra entre aspas e essa expressao entre vírgulas. Muitas vezes tirar as aspas ou a vírgula já seria um crime. Agora imagine mudar uma palavra ou uma frase inteira por medo de tal pessoa ler e se magoar. É inconcebível! Eu me sentiria na época da ditadura fazendo isso. Se a Erika descobrir esse blog, e falar isso comigo, talvez eu mude também o meu jeito de escrever, o que eu nao quero de forma alguma e nem sei se consigo. Eu já disse, é mais forte do que eu. Por isso eu prefiro que ela nao comente nada comigo se descobrir – mas é claro que no blog pode comentar. Comente voce também! – Acho que se eu nao souber que ela sabe, voces vao saber muito mais, sabe? E acho que é mais emocionante assim, escrever sem saber se ela está lendo. E algumas vezes até escrever pra ela sem a certeza de que ela vai ler, sem saber o que vai achar. Mas ela pode me falar, no meu último dia aqui. Seria dramático: vestida de preto dos pés a cabeca, o rosto muito branco, Erika se aproxima de Carol e diz:

– Tem algo que você precisa saber antes de partir, Carol…

A música se intensifica, a câmera mostra o rosto de Carol, ansiosa e assustada, coracao acelerado, maos tremulas, os pensamentos se sucedendo com uma velocidade vertiginosa. Foco no rosto de Erika. Seu olhar é severo, sua voz é fria e cortante:

– Eu sei o que você fez no inverno passado.

A música chega ao auge. Os olhos de Carol estao lívidos, seu rosto está pálido. Erika está impassível. De repente um grito de horror corta o ar. A cena escurece. Silêncio…

[cenas dos próximos capítulos…]





Resumo

17 02 2009

Resolvi contar rapidamente (claro que eu nao consigo fazer isso em menos de 60 linhas. Entao me desculpem os especialistas e os apressados) o que aconteceu nessa semana depois das compras, porque eu realmente quero contar as novidades mais atuais, tipo o Carnaval, por exemplo. Eu cheguei aqui na sexta, no sabado fui fazer compras e no domingo ja estava programada uma viagem do meu Gast. (Ele trabalha pra IBM, e a maior parte do trabalho ele faz em casa, mas algumas vezes ele precisa viajar para os EUA, o que por coincidencia aconteceu dois dias depois de eu ter chegado) Como ele tambem ajuda um pouco em casa, tipo buscando algumas vezes as meninas na escola/jardim e tomando conta delas, isso significou que eu teria que ja entrar no ritmo de trabalho nessa semana. Pensei: Ah, tudo bem, brasileiro é bom nisso, se vira nos trinta, da um jeitinho e consegue. O que nao estava programado no calendario minuciosamente alemao da minha familia era que a Luisa, a menorzinha (mesmo nome da minha irma cacula :-)) ficaria doente justo nessa semana. Parece que ela pegou uma virose, tipo um rotavirus alemao, entao nessa semana foi parte do meu trabalho ficar com ela enquanto a mae trabalhava, por exemplo. Depois de me estranhar um pouco e de nao querer ficar sozinha comigo, em cinco minutos ja virou minha amiga, comecou a me mostrar todos os brinquedos (e voces nao tem ideia da quantidade de brinquedos que essas meninas têm. Se fosse catalogar tudo, daria uns tres volumes, eu acho (pra cada uma) alem de levar mais tempo fazendo o catalogo do que o que elas gastam brincando com eles). Acho que a gente montou todos os quebra-cabecas que estavam na sala (so os da sala, porque se fossemos montar todos os da casa, teriamos que chamar todos os vizinhos para ajudar e ainda assim levariamos mais de uma semana (claro que nao estou exagerando)). Ela ama quebra-cabecas (Puzzle! Puzzle!) e é bem inteligente, consegue fazer muita coisa sozinha, mesmo tendo so tres anos.

Em um instante, viramos amigas de infancia (da infancia dela, é claro), mas como memória de crianca é curta, uns tres dias depois, quando ela ja nao estava doente e nao precisava mais ficar comigo, ela ja voltou a ficar com vergonha de mim. As outras maiores tambem nao ficaram muito à vontade, mas eu acredito que seja assim mesmo, no comeco. Tambem nos nao passamos muito tempo juntas, porque na verdade a minha Gast contratou uma au-pair para ter mais tempo para as criancas. O tempo que passamos juntas é indo/voltando da escola, ou seja, eu sempre falando: anda depressa, espera, sai da rua, deixa a neve no chao, estamos atrasadas e coisas do tipo. Entao acho que elas nao devem ter uma imagem muito boa de mim. Como meu Gast ficou uma semana fora, na segunda semana eu tinha tido uns tres dias de contato com ele (o que significa que estávamos juntos em casa ao mesmo tempo, nao necessariamente conversando ou se vendo), entao acho natural que a gente muitas vezes só se cumprimentasse. Entao, apessoa com quem eu mais tinha contato nessa época era a Érika. Como eu sou tímida e ela é fria, em uma semana era impossível que fossemos as melhores amigas do mundo, embora eu achasse que era um relacionamento legal e que tinha até uma certa amizade. Afinal de contas, mesmo nos conhecendo há pouco tempo, foram meses de conversa por e-mail e telefone.

Enfim, todo esse depoimento sobre meu relacionamento com a família serve para explicar porque no comeco da segunda semana a Erika me chamou pra conversar e me disse que ela e o Stefan tinham conversado e estavam pensando se eu realmente deveria ir com eles pra Áustria esquiar, depois de ela ter afirmado que eu iria com eles, enquanto eu ainda estava no Brasil, depois de ter me dito que ela tinha sapatos de esqui que nao serviam mais nela e que eu poderia usar, depois de ter falado sobre os cursos de esqui que existem lá e que eu poderia fazer, depois de eu ter criado toda uma expectativa sobre a viagem, me preparado mentalmente pra isso e quase ter ligado pra casa avisando que na próxima semana eu nao ligaria porque ia viajar. Acho que o motivo principal pra eu nao ir era que se eu fosse eles teriam que viajar com dois carros, o que significaria ela dirigir sozinha por cerca de oito horas, inclusive em partes perigosas e com mais de 20 cm de neve, o que significaria ter que colocar correntes nas rodas dos carros, o que ela nunca tinha feito antes. Enfim, eu entendo esse motivo e acho que teria aceitado muito tranquilamente se ela tivesse apenas me dito que estava com medo de dirigir. Mas esse nao foi o único motivo. Ela disse também que achava que nós (leia-se eu e a familia) nao estávamos “suficientemente entrosados para  fazer uma viagem dessas”. Basicamente o que ela queria dizer e que infelizmente disse é que tinha medo que eu estragasse a viagem deles – claro que nao com essas palavras – e pra piorar a situacao disse que esse e nao o carro era o motivo principal, ou seja: “se você nao fosse tao timida, se nós já tivéssemos um relacionamento de conto de fadas – nao da cinderela -, se voce ja fosse amiga das meninas e elas te contassem segredos e preferissem sair com a Carol do que sair com a mamae, eu nao me importaria nem um pouco de viajar oito horas seguidas sem paradas debaixo de uma avalanche de neve só pra você ir com a gente. Mas como você nao preenche esses requisitos, é melhor você ficar aqui”. Tudo bem se eu já tinha me imaginado fazendo bonecos de neve com as meninas, tudo bem se eu ja tinha contado pra todo mundo no Brasil que eu ia esquiar no Carnaval, tudo bem se eu estava contando os dias pra essa viagem, já imaginando o que levar e até cogitando a possibilidade de comprar roupas de esqui -ainda bem que nao comprei.  Só acho que eles deveriam ter pensado bastante antes de falar e dar certeza de que eu iria com eles.

Mas… como tudo (obrigatoriamente, mesmo que a gente ainda nao saiba) tem um lado positivo, pra me consolar a Erika me falou de um programa de atividades que existe na faculdade de esporte de Heidelberg. É assim: os estudantes da universidade podem fazer qualquer esporte que seja oferecido pela faculdade – numa gama muito ampla que inclui artes marciais, danca, teatro, entre outros – pagando simplesmente NADA. E como agora sao ferias na faculdade, tem um programa de ferias, com varios cursos sendo oferecidos. E como eu sou quase estudante lá, eu posso fazer quantos cursos eu quiser de graca! Enfim, no fim das contas, depois de fazer muitas aulas que depois vou contar detalhadamente, acabei achando melhor nao ter ido pra Áustria. Primeiro porque eu nao tenho roupa de esqui e embora ela tenha dito que me emprestaria os sapatos, nao mencionou nada sobre roupas e acho que ela na verdade tem uma resistência muito grande quanto a isso. Segundo porque a única coisa que se tem pra fazer lá é esquiar. Ou seja, se nao estiver esquiando, fica dentro de casa, entao acho que nao teria muita oportunidade de conhecer outras pessoas nem nada. Terceiro que segundo ela lá estava fazendo – 20°C e cá pra nós, acho que os + 6°C aqui sao muito mais confortáveis… É claro que se ela tivesse me falado dos cursos da faculdade de esporte antes de eu vir pra cá, teria evitado a carga excessiva de expectativa no esqui, já que essa expectativa poderia ser dividida com as aulas de danca por exemplo. E evitaria também a minha mae ter que mandar meu sapato de danca do Brasil e eu ter que usar outras roupas e nao meu quimono pra fazer artes marciais. Mas tudo bem, pelo menos ela me contou dos cursos e isso definitivamente está salvando meu carnaval e dando uma grande injecao de ânimo na minha vida social aqui em Heidelberg. Porque como meu curso de alemao comeca so em abril, antes desses cursos de esportes eu só tinha contato com minha familia praticamente. E como eu converso mais com a Erika e a gente fala em português eu quase nao falava alemao com ninguem, so com as criancas e com o Stefan, mas é muito pouco.

Eu comecei a escrever aqui um adendo sobre o fato de a Erika falar portugues, que eu nao tinha mencionado antes, mas ele acabou tomando vida própria e se tornou um post independente – ou uma página também, ainda nao resolvi. Enfim, agora sao exatamente 5:33 e eu realmente fiquei esse tempo todo escrevendo. Isso está comecando a ficar perigoso… Mas eu nao consigo me conter, é sério. Uma idéia gera outra idéia, que leva a um post, que vira outro post e por aí vai.. Já estou ficando com medo disso, mas acho que depois que as datas se normalizarem vai ficar mais tranquilo (será?)





Carol no paraiso dos consumistas com frio

7 02 2009

Agora que tenho o aval do meu especialista, posso seguir em frente e continuar contando as novidades (nem tao novas assim) da terra da batata (eu ia fazer um adendo agora para explicar a razao desse nome, mas resolvi que como ia ficar grande demais, talvez meu especialista comecasse a me repreender. Entao, zelando pelo destino desse blog, prometo (e esse blog ja tem tantas promessas que ta parecendo discurso de politico) fazer um outro post sobre o tema depois (espero que contra os parenteses nao haja nada contra :-))).

Aqui na Alemanha e em outros paises da Europa também, acontecem liquidacoes em todo final de estacao nas lojas de roupas e calcados, ou seja, duas vezes por ano, no final das colecoes primavera/verao, outono/inverno. Quem esta no Brasil vai pensar: “ah, aí é só duas vezes por ano? Aqui tem liquidacao todo dia! Pode ser no meio, no comeco da estacao, qualquer hora tem liquidacao e nao é so de roupa nao! De brinquedo, de livro, até de remédio tem liquidacao!” Pois é meu caro leitor, sem querer destruir as suas ilusoes consumistas, mas ja destruindo, a maioria dessas liquidacoes no Brasil nao passam de estrategia de marketing, de um atrativo para os consumidores vorazes acharem que estao diante da maior pechincha de suas vidas e comprarem tudo o que têm direito, o que nao têm e o que vai ficar pendurado no cartao de credito da vizinha. É claro que eu espero que o meu leitor nao esteja nesse perfil. :-) Mas, voltando pra Alemanha, as liquidacoes daqui sao um tantinho diferentes dessas jogadas de marketing. Nas lojas de roupa do Brasil, eu acho que eles nao vendem todas as roupas que sobraram, mas deixam guardado pro proximo ano. Uma vez fui procurar artigos de inverno na c&a e na renner (bem antes de vir pra Alemanha) na época em que tinha acabado de entrar a colecao primavera/verao e nao achei absolutamente nada, sendo que uma semana antes eu tinha ido lá e visto cachecois e essas coisas todas. Por isso eu acho que eles guardam as roupas. Mas deixa eu voltar pra Alemanha de novo. Quando comecam as liquidacoes aqui, todas as lojas comecam mais ou menos ao mesmo tempo. Aqui nao tenho certeza se é assim, mas na Franca, no dia que comeca a liquidacao, as pessoas fazem fila na porta da loja, a cidade toda, o mundo todo vai as compras no dia que comeca. Tem ate uma competicao entre as lojas pra ver quem vai liquidar primeiro. Na Alemanha nao sei bem como é porque cheguei depois dessa primeira fase, mas acho que isso é mais na Franca mesmo. (nao, eu ainda nao fui pra Franca, isso é cultura das aulas de frances do renatô de melô (letras tambem é cultura)). Mas voltando pra Alemanha mais uma vez (nunca viajei tanto em tao pouco tempo…) as liquidacoes de inverno daqui comecam no meio de janeiro. Como eu cheguei aqui no dia 6 de fevereiro ja tinha mais ou menos umas tres semanas que comecaramas liquidacoes. Como meu querido professor de frances tinha me avisado de todos os horrores da batalha do dia das liquidacoes, fiquei com medo de chegar la e so encontrar farrapos de guerra. Entao, mal tinha chegado em casa e no dia seguinte resolvi ir correndo fazer compras. Eu já tinha pesquisado a respeito em casa, na internet (pra quem se interessar, da uma olhada no site www.cunda.de é o site da c&a da Alemanha (und é a conjuncao e, entao, se voce for mudando a conjuncao, pode acessar o site da c&a de varios paises, tipo canda, cya e até ceta (afe, cultura inutil!!) ). Entao, eu tinha visto em casa na internet que comprar roupas de frio aqui era muito mais barato. Um casaco bom de inverno na c&a custa em media uns 39 euros, (ao mesmo tempo que blusas de verao custam uns 15 euros, dependendo da loja e da blusa) entao eu trouxe bastante roupa de verao e fui preparada para comprar um casaco de inverno, talvez dois se estivesse em promocao.

Fui em varias lojas (aqui tem uma rua que se chama hauptstrasse – rua principal – que é só para pedestres e tem milhoes de lojinhas, faz parte do centro historico de Heidelberg (me lembrou curitiba…)), como h&m e nao achei nada. Inclusive, nao recomento essa loja, nunca acho nada nela e é tudo caro (acho que eles tambem guardam a roupa pro proximo ano…). Fui na c&a e vi uns casacos legaizinhos em promocao, de 39 por 29, mas resolvi andar mais. Ai por acaso achei uma loja bem menorzinha, que tinha um cartaz atrativo na frente de algumas roupas incluindo um casaco feinho por 5 euros. Aí resolvi entrar. A loja é a New Yorker. É bem internacional, inclusive na etiqueta das roupas tem o preco numas 20 moedas e paises diferentes. Aí eu vi umas cinco coisas-redondas-onde-os-cabides-ficam-pendurados (como chama isso mesmo?) com casacos por apenas 10, isso mesmo, 10 euros!! Nem acreditei, fiquei muito feliz!! E nao eram quaisquer casacos, eram casacos realmente bons. Foram feitas umas quatro remarcacoes de preco, dava pra ver, naquela etiqueta internacional que eu falei, varias etiquetas laranja berrante coladas uma em cima da outra (depois, em casa, tive o trabalho de descolar as etiquetas e decobri o preco original deles: 59 euros!!) O dificil foi na loja, segurar tantos casacos experimentando um e outro na cabine, voltando com eles pro… pra coisa. [breve explicacao sobre provadores alemaes: aqui nao tem aquela chatice do brasil, de voce ter que pegar uma plaquinha com o numero de pecas, entrar na cabine e depois devolver a plaquinha. Nao fica ninguem vigiando, voce so entra e experimenta. (ah, mas isso é porque na Alemanha é muito mais seguro, ninguem vai sair roubando todas as roupas (talvez, mas em cada casaco tinha duas daquelas coisas-que-disparam-o-alarme-se-voce-tentar-sair-da-loja (acho que to esquecendo o portugues… mas nem sei se essa coisa tem nome!) e dentro da cabine tem um alarme que dispara se voce tentar tirar a coisa (nao a dos cabides, a dos alarmes))] Entao, com toda a dificuldade de carregar tres casacos de cinco quilos cada, alem do que eu ja estava usando e com o medo do tal alarme da cabine disparar acidentalmente enquanto eu experimentava as roupas e os segurancas entrarem na cabine me encontrando em trajes, digamos, inadequados, o que acabou acontecendo é que eu comprei dois casacos que depois percebi que estavam grandes demais. As alemas gostam de usar os casacos mais apertados e a numeracao aqui é diferente, enquanto meu numero no brasil é M, aqui seria P (S) ou PP (XS)!. Como nao tinha experiencia nenhuma com isso, acabei comprando um pouco maiores do que precisavam ser. Dessa vez eu comprei tres. Depois, pra compensar a numeracao errada, comprei outro em outra loja por 10 euros tambem. Comprei outras coisas tambem, tipo bota, cachecol, luvas, etc, mas o mais legal foram os casacos.

Dica do dia: Nao saia afobado para comprar tudo quando comecam as liquidacoes. Espere as rerereremarcacoes e seja um consumista feliz :-)

Tirei algumas fotos dos casacos (e minhas também (ô menina narcisista, que fica tirando foto dela mesma (ta, tudo bem, programei a maquina e sai correndo mesmo, ta bom??))) e vou colocar aqui embaixo. A bota nem é tao legal, mas descobri que na neve ela é essencial (até rimou!)