Mudando de casa

24 02 2010
Depois de mais de um ano, resolvi que minha temporada neste blog deveria chegar ao fim. Foram muitas as emoções aqui vividas. Todas as batatas, cuidadosamente preparadas e saboreadas deram um tempero especial à minha estadia na Alemanha e coloriram minha história, às vezes trágica, de uma forma que eu jamais conseguiria com nenhum outro tubérculo. Vocês acompanharam cada aventura por essas terras geladas, foram companheiros e amigos e o mais importante, foram leitores. Foi para vocês que escrevi cada um desses posts. Todas as minhas vivências metamorfoseadas em linhas, ainda que tortuosas, foram escritas para que os seus olhos se fixassem nelas. Vocês, conhecidos e desconhecidos, estiveram comigo em cada dia que eu vivi na terra da batata. Em todos os meus dissabores e alegrias vocês estavam lá presentes, me dando forças para seguir em frente, me fazendo desejar ardentemente aqueles momentos em que eu me sentava à frente do computador e copulava com o teclado, produzindo tão saborosos frutos. Mas agora eu já não estou na terra da batata. O último post foi a última aventura vivida antes de chegar ao Brasil. E já não tem mais sentido continuar na Terra da Batata quando na verdade eu estou na Terra do Café. Não tem mais sentido o nome carolindeutschland quando a Carol não está mais in Deutschland. E me pergunto se faz realmente sentido continuar tendo um blog se eu posso contar as histórias pessoalmente…

E a única respota plausível a que cheguei, provavelmente a decisão mais sensata que já tomei nos últimos meses e a única alternativa possível diante das circunstâncias foi a certeza de que a mudança de país não fez com que eu mudasse de idéia sobre coisas que já são parte da minha personalidade. Mudar de país não fez com que eu deixasse de gostar de algo que já se tornou uma paixão maior do que qualquer paixão que eu já tenha experimentado, capaz de até modificá-las e exaltá-las e destruí-las em uma palavra. Por outro lado, comecei a questionar os instrumentos que usava para fazê-lo. Tudo tão limitado e restrito que eu me sentia cárcere do meu próprio mundo. Eu não queria só mudar de país, eu queria um lugar só meu, onde eu pudesse receber os amigos, conhecidos, desconhecidos e até inimigos, sem distinção de classe e cor. Eu queria poder colocar móveis e arrastar cadeiras e pintar as paredes e encher de almofadas da cor que eu quisesse. E que fosse tão confortável e bonito pra mim quanto para qualquer um que lá entrasse. Não queria jogar nada fora. Queria um lugar que transbordasse lembranças e sentimentos. Queria guardar todas as lembranças e  as cartas e bilhetes e fotos e mostrá-las para quem chegasse. E que pudéssemos viver juntos muito mais aventuras do que já vivemos e relembrar as histórias antigas entre lágrimas incontíveis e risos incontroláveis. Queria ter a casa cheia de todos que quisessem entrar, vivendo-a, junto comigo, ajudando a construi-la. Queria que todos estivessem lá e fizessem parte da minha vida, da minha história. E espero, sinceramente, que você também faça.

E é por isso que, com todo o orgulho de uma mãe que depois de nove meses carrega o filho em seu braços, que eu – embora não tenha esperado tanto tempo – te convido a conhecer a minha mais nova casa:

http://caroldeviterbo.blogspot.com

Entre sem bater na porta.
Se aprochegue e fique juntinho.
Mas trate com carinho.
Fui eu que fiz.

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(Des)contando

21 11 2009

Sempre fez parte da minha política não contar as coisas antes de que elas aconteçam. Os motivos pra isso? Não sei bem ao certo. Mas sempre acho que as coisas perdem um pouco da sua força quando a gente conta antes o que pretende fazer. Lembro de quando eu ainda estava no Ensino Médio e comentei com alguns amigos que eu iria cortar o cabelo naquele dia. Resultado: Sabe-se lá porque, não cortei. No dia seguinte, mais decidida (ou com o cabelereiro marcado, não lembro) comentei de novo “Hoje eu corto!”. E não cortei. E só no terceiro dia, sem comentar nada é que fui conseguir o bendito corte. Pode ser que tenha sido coincidência, diria o leitor incrédulo. Mas pode ser que não. Sempre penso o que teria acontecido se eu não tivesse contado. Teria sido diferente? Ou isso é só mais uma das minhas neuroses?

Uns dizem que quando se conta algo, principalmente quando é algo bom, que ainda não aconteceu para certas pessoas, essas pessoas podem, ainda que inconscientemente ter uma certa inveja e mentalmente boicotarem o tal projeto. Outros dizem que a fala possui energia e quando você expressa um planejamento em palavras, a energia mental se transforma em energia sonora e o planejamento perde o potencial que tinha antes de ser pronunciado. Outros acham exatamente o contrário e dizem que quando você fala você realiza sonoramente o que existia apenas no plano mental e por isso torna maiores as chances de seus projetos se realizarem. Bla-bla-blás à parte, sempre achei melhor não contar nada. Só conto depois que já aconteceu ou quando as coisas já estão certas o suficiente pra não se perderem em qualquer teoria. Por isso prefiro não contar nada antes de fazer uma prova, de prestar um concurso. Só conto depois de ter passado. Por isso minha família só ficou sabendo que eu queria ir pra Alemanha depois de eu ter passado na prova do programa de intercâmbio da UFMG (que foi antes de eu resolver vir como au-pair, longa história…). Por isso meus leitores só ficam sabendo das minhas viagens depois de eu já ter voltado. E porque eu adoro deixá-los curiosos. Mas isso não é novidade. Mas, depois de um longo tempo semeando a curiosidade e a angústia entre meus queridos leitores, resolvi que não faria mal compartilhar um pouquinho do que eu estava planejando. E foi assim que no último post eu contei que iria pra München – que na verdade se chama Munique  em português.

Não sei se as coisas teriam acontecido de outra forma se eu não tivesse contado. Já estava tudo certo, tudo planejado. Mas eu não contava com um certo vírus, o mesmo que contaminou todo o jardim de infância, 70% da minha família e provavelmente a metade do corpo docente da minha faculdade (único motivo que explicaria o fato de metade das minhas aulas não tenham acontecido por motivo de doença). Eu não imaginava que esse vírus que aparentava ser tão inocente resolveria me atacar justo na sexta-feira. Normalmente eu acharia bom ficar a sexta-feira sem trabalhar. Em condições normais eu poderia até mesmo prolongar minha estadia em Munique. Mas o fato é que eu não consegui fazer muita coisa na sexta além de ficar deitada o dia todo. Até levantar o copo d’água se tornou uma tarefa difícil. Mas pelo menos o tal vírus tinha uma certa vantagem: duração curta. 24 horas, na maioria dos casos observados, talvez até menos. Ou seja, ainda dava pra ir pra Munique. Eu, que comecei a passar mal de manhã, só fui ter fome à noite (o que considerando que estamos falando da Carol, é no mínimo preocupante). A dor de cabeça, só passou de madrugada, quando eu não consegui mais dormir. E só fui me sentir realmente bem há algumas horas, quando os planos pra Munique já tinham ido por água abaixo.

Não sei o que aconteceria se eu não tivesse contado. Pode ser que no fim das contas eu tenha leitores invejosos. Pode ser que tudo aconteceria do mesmo jeito tendo eu contado ou não. Não sei. Mas devo dizer que, por via das dúvidas, vocês podem morrer de curiosidade: da próxima vez, eu não conto.





19 11 2009

É chato isso, mas a verdade é que tô sem tempo nem pra digitar os textos que já tenho prontos… E o tempo que eu tenho aproveito para ir em todas as padarias que tenho direito. Afinal, preciso de assunto pra escrever, mesmo que não escreva aqui.

Esse fim de semana vou pra München!!!





É o seguinte…

10 11 2009

Sei que vocês estão esperando pela continuação da saga… Mas eu não imaginava que ela ficaria tão grande. Nem que eu teria tão pouco tempo pra escrever. A primeira parte foi mais rápida, porque já estava escrita, mas eu precisaria de uns três ou quatro posts pra terminá-la e infelizmente não estou tendo esse tempo agora. Mas em compensação já tenho tantos outros textos escritos! Textos que eu queria de verdade publicar, mas não faço por causa da saga. E acho que não tem muito sentido escrever sobre uma coisa que aconteceu há mais de dois meses quando tenho tantas notícias tão mais frescas, espalhadas pelos meus cadernos. Espero que vocês sejam os leitores compreensivos que eu sei que tenho e não cortem as relações com meu blog por causa dessa bobagem. Pelo menos vocês poderão ler vários outros textos dentro de (espero) pouco tempo. Não quero deixar que as batatas fresquinhas de agora já sejam batatas velhas quando eu publicar. Afinal, tem coisa mais gostosa que uma batata quentinha, douradinha, tirada do forno na hora? É pensando nisso e desconsiderando a fome que a última frase me causou, que espero que vocês saboreiem com gosto as próximas batatas. Bom apetite!





Fatos

27 10 2009

O fato é que eu tenho algumas centenas de posts rabiscados em pedacos de papel, que eu sempre levo comigo pra quando eu tiver tempo no trabalho, mas nessa correria em que me encontro de acordar cedo, muito cedo, ir pra faculdade, voltar de bicicleta correndo, trabalhar até tarde, ir pro curso de tango, acordar cedo, muito cedo (nao, eu nao durmo mais), eu nao arranjo tempo pra digitar tudo (nem pra arrumar meu quarto, mas isso já é patológico). O fato é que eu nao contei nem da metade da viagem e agora já tenho outra pra contar, mas como a primeira já está ligeiramente escrita, vou dar preferência a ela. O fato é que vao surgindo outros assuntos e eu vou falando de tudo ao mesmo tempo e as datas vao ficando uma bagunca e vocês nem devem mais saber por onde estao andando as coisas. Mas eu prometo arrumar, assim que eu acabar de contar a primeira viagem. O fato é que  eu comeco a ficar com medo de esquecer do que é que eu ia falar ou o que tem de importante pra contar das coisas que já aconteceram há mais de dois meses. O fato é que eu já comeco a achar que o wordpress é uma droga e queria um blogger da vida pra poder brincar de verdade de mudar template. Mas isso já é outro assunto.

O fato é que vocês vao ter que esperar pra eu contar pra onde eu fui na última semana… Embora até lá talvez alguns já saibam. E espero que aproveitem a próxima saga em Florenca, que aconteceu no comeco de setembro e que entra no ar dentro de alguns instantes…





Prolixidade

24 06 2009

Pra variar um pouquinho, resolvi contar detalhes demais do evento, por isso está demorando. Acho que vai ter mais de um capítulo também, mas fazer o quê! É o que dá ser prolixa. Nunca consegui fazer uma redacao de escola respeitando o limite de linhas sem ter que espremer muito a letra. Sempre ficava também por último e às vezes ainda dava um jeitinho de ficar além do tempo pra conseguir escrever mais. Como da vez que eu fingi que estava com LER na época das avaliacoes bimestrais. E o meu lado virginiana se manifesta nessas horas, querendo que saia tudo pefeito, embora dificilmente eu consiga manter meu quarto arrumado. Segundo minha professora de leitura artística oral aqui na  Terra da Batata, isso é culpa do meu ascendente em Câncer, que também nao me deixa escolher as coisas com facilidade. Mas eu espero que a conjuntura astral dessa semana esteja boa e que eu consiga terminar logo o(s) posts que comecei antes de criar outro muito maior do que o planejado que nao tem nada a ver com o assunto. O que será que a Tia Tiza tem a dizer sobre isso?





Hoje

3 06 2009

Andei pensando qual seria minha desculpa agora pra ficar tanto tempo sem escrever: nao tem mais festas nesse mês, tive bastante tempo livre, tenho computador com internet no meu quarto… O que aconteceu? Depois de horas de muita reflexao, que poderiam ter sido aproveitadas para escrever mais um post, cheguei à conclusao de que tudo nao passa na verdade de uma grande preguica. Eu simplesmente nao aguento mais nem pensar no fato de que eu teria que regressar dois meses no tempo e relembrar o que eu estava fazendo, o que aconteceu em tal dia, descrever com detalhes etc, etc, etc. Cheguei a fazer uma lista com a ordem dos posts que eu teria que escrever pra atualizar meu blog. Bem se eu fosse atualizar até o dia de hoje, teria que acrescentar mais no minimo uns 5 itens à lista que já nao era pequena. E até eu escrever todos esses 5, já teria mais uns 7 ou 9 esperando pra serem escritos. E provavelmente voltaria pro Brasil com um dever de casa de tres meses de atraso. Mas eu nao quero isso e acho que voces também nao. Entao, meus caros leitores, devido às circunstâncias anteriormente citadas, tenho o dever e a honra de informar-lhes que a partir de hoje, dia 3 de junho de 2009, todos os posts que porventura sejam publicados nesse blog o serao com a data atual. (tem até um novo template como edicao comemorativa, voces repararam? Bem na verdade está ainda em fase de testes. Se nao agradar muito, eu mudo :-)) Eu ainda tenho muita coisa pra contar desses dois meses sem notícias, mas vou fazendo isso aos poucos, talvez quando surgir um assunto semelhante ou quando nao tiver mais assunto. Mas nao consigo mais deixar de escrever o que eu quero só porque existem outros assuntos com prioridade de data…

Bem, algumas pessoas me perguntaram o que está acontecendo agora, o que eu estou fazendo, onde eu estou, etc. Acho que com tantas idas e vindas, voces comecaram a pensar que eu devo mudar de família todo mês. Mas nao é bem assim. O normal do programa de au-pair é que a menina (ou em casos mais isolados o menino) vai pra família, eles se dao super bem, ou mesmo que nao se deem tao bem assim, o/a au-pair fica lá por um ano, mais ou menos, dependendo dos níveis de saudade, paciência e de quanto estao pagando. Eu é que nao sou lá muito convencional e resolvi dar um rolé por algumas famílias, sabe como é, pra aprender mais da cultura alema em diferentes ambientes. Claro que foi tudo planejado. Mas agora, depois de uma intensa pesquisa nos âmbitos familiares, encontrei uma familia que se encaixa perfeitamente nos meus padroes científicos e oferece muito material para análise. Assim sendo, terei que permanecer mais tempo aqui do que apenas um mês ou uma semana para poder estudá-la a fundo. Sei que provavelmente voces vao pensar que mais material para analise que minha primeira família oferecia é impossível de encontrar em outra. Maaas, como eu nao estudo psicologia e sim letras, a estadia lá nao ia me ajudar muito. Mas se você leitor estuda psicologia e está pensando em fazer um estágio no exterior, posso até indica-lo para ir pra casa branca (embora eu ache que você teria mais chances sem qualquer indicacao minha). Mas chega de papo furado. O que eu quero dizer é que estou aqui ainda em heidelberg, na mesma família que eu contei por último. Nao bati em nenhuma crianca, nao envenenei o cachorro, fiz questao de perguntar qual a tomada certa pra ligar o aspirador de pó e guardo todas as canetas que encontro espalhadas. Enfim, tenho sido uma boa menina e eles têm sido uma boa família. Claro que de vez em quando existem alguns atritos, mas isso acontece em qualquer família – escolhida ou nao.

Estou estudando também, como já contei pra alguns e nao sei exatamente com que clareza eu contei isso aqui. Mas vocês devem se lembrar que eu fiquei sabendo que eu poderia frequentar as aulas da faculdade como ouvinte. Tudo o que eu teria que fazer era ir até a aula, explicar a situacao e perguntar ao professor se eu poderia acompanhar as aulas. Bom, eu fiz isso e estou frequentando cinco matérias desde o comeco de abril. É um pouco difícil de acompanhar as aulas sendo au-pair porque nao se tem tanto tempo livre assim. Quero dizer: eu tenho meu horário de trabalho aqui e tenho tempo suficiente pra ir a todas as aulas, mas nao tenho muito tempo pra fazer deveres de casa, por exemplo. Em algumas matérias eles valem pontos e sao determinantes para se conseguir nota na matéria ou nao. Como eu sou ouvinte e nao posso por isso ter nenhum certificado comprovando que eu frequentei as aulas, nunca fiz nenhum dever de casa, o que é bastante ruim quando se tem o objetivo de aprender a língua. Eu na verdade nem sei mais qual é o meu objetivo aqui. Talvez em algum ponto da história tenha sido aprender alemao. Mas pra ser bem sincera, acho que só vim pra cá por que era o jeito mais alcancavel no momento de morar em outro país. Sempre tive vontade de fazer um intercâmbio e acho que a experiência de morar em outro país é válida independente de quais sejam as metas envolvidas. Mas eu nao sou exatamente o tipo de pessoa que faz alguma coisa pra melhorar o currículo e muito provavelmente eu nao vou trabalhar nessa área de letras, o que faz com que ter ou nao um certificado da faculdade seja de certa forma irrelevante – até porque as matérias daqui normalmente nao sao reconhecidas no Brasil. E isso significa que eu ainda nao resolvi se vou tentar de novo entrar (dessa vez oficialmente) na faculdade no próximo semestre, se vou simplesmente continuar como ouvinte, se tento fazer uma graduacao normal aqui em vez dessa de curto tempo, se deixo pra tentar uma pós graduacao ou qualquer coisa assim depois que eu formar… Enfim, tenho muitas possibilidades e enquanto por um lado eu acho que o que eu teria que pagar pra me tornar estudante poderia ser muito melhor aproveitado se eu pagasse qualquer outra coisa, por outro lado, acho uma pena passar esse tempo todo aqui sem um comprovantezinho qualquer de tudo que eu estudei, mesmo que eu nao vá utilizá-lo. Queria que meus amigos da letras dessem uma opiniao sobre o assunto, mas eles andam tao sumidos daqui que acho que vou ter que me decidir sozinha. Mas bem, ainda tem tempo. Nao muito, mas tem.

Além de trabalhar e estudar eu estava há algum tempo fazendo muitas aulas de danca. Tango, jazz, rock, salsa e até uma aula de teatro. Mas aí comecei a achar que era coisa demais pra uma pessoa só. Acho que estava ficando muito cansada, nao sei, e em uma semana particularmente difícil entre cólicas, lua minguante e crise depressiva, matei várias aulas. E nao voltei mais. Hoje continuo só no tango que eu amo de paixao e na salsa que eu me sinto obrigada a ir pela dívida de gratidao com a Mathilde. Mas acho que vou abandonar também porque, por mais que eu goste da mathilde, as aulas dela ficaram muito chatas depois que acabaram as férias. Parece que só tem iniciantes e pra quem já sabe dancar dá preguica ir em aulas assim. Mas acho que meus horários acabaram ficando muito vazios sem todas essas aulas. E adivinhem como é que eu preencho esses horários vagos??? É triste… e eu me sinto muitas vezes como a pessoa mais fútil do mundo por fazer isso, mas algumas vezes nao consigo fazer diferente e de certa forma talvez isso tenha se tornado uma compulsao. Já falei em alguns posts sobre minhas compras aqui, das bolsas e dos casacos, lembram? Bem, aquelas foram circunstâncias específicas, mas talvez nessa época já se pudesse vislumbrar o que estaria pra acontecer. E o fato é que hoje passo meu tempo livre fazendo compras ou no mínimo passeando pelas lojas em busca de alguma promocao. Pelo menos isso. Nao compro nada caro. Só compro algo depois de ter certeza que eu gosto, que eu vou usar, que é bonito e que o preco realmente vale muito a pena (e talvez todas essas condicoes que eu estabeleco sejam apenas uma forma de eu nao sentir minha consciencia muito pesada depois das compras. Mas tem funcionado). Aqui tem um nome pra isso, que agora nao me lembro direito, mas é algo como “cacadora de ofertas”. O grande problema é que aqui tem muitas ofertas! Eu encontro tanta coisa barata que eu simplesmente nao consigo resistir. Isso, aliado ao fato de que eu recentemente me dei conta do tanto que eu me vestia mal, fez com que em cerca de dois meses eu comprasse mais roupas e sapatos do que já comprei em uma vida inteira. O que é no mínimo preocupante, quando se pensa no limite de bagagem. Mas eu tenho fé e esperanca de que quando eu atingir a meta imaginariamente estabelecida para o meu vestuário eu vou conseguir finalmente ocupar meu tempo livre com coisas mais nobres e elevadas. Se é claro, eu nao encontrar uma outra promocao no caminho.